No Brasil, o câncer infantil representa a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Embora o câncer em crianças seja considerado raro, ele responde por cerca de 3% a 5% dos casos totais de câncer no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 8.500 novos casos de câncer infantil são diagnosticados por ano no Brasil.

Por esta razão, foi criada a “Campanha ‘Setembro Laranja” ampliar a conscientização sobre o câncer infantil, promover o diagnóstico precoce e melhorar as chances de cura da doença.

Segundo o oncologista pediátrico do Centro Oncológico Mogi das Cruzes, Dr. Roberto Plaza, a falta de informações sobre os sinais de alerta entre as famílias e até mesmo entre profissionais de saúde pode atrasar o início do tratamento.

“As taxas de cura do câncer infantil podem alcançar até 80% em casos diagnosticados precocemente e tratados de forma adequada. No entanto, o diagnóstico precoce é um grande desafio no Brasil, principalmente devido à falta de conhecimento sobre os sinais e sintomas entre pais e cuidadores, alerta o especialista.

Ele explica que os principais tipos de cânceres infantojuvenis são as leucemias agudas representando cerca de 30% dos casos em crianças. “São as doenças que afetam o sangue e a medula óssea. Os tumores do sistema nervoso central correspondem a aproximadamente 20% dos casos e  os linfomas cerca de 15% dos casos”.

Ainda na lista de tumores malignos que afetam as crianças estão o neuroblastoma, que é mais comum em crianças pequenas, e o tumor de Wilms, um tumor renal que acomete geralmente crianças menores de cinco anos.

Prevenção e diagnóstico precoce

Dr. Roberto Plaza orienta que as consultas preventivas são sempre as melhores opções para manter a criança saudável e descobrir precocemente qualquer tipo de doença, em especial o câncer infantil.

Ele também alerta para sintomas que devem ser sempre investigados aos primeiros sinais: palidez e cansaço excessivo, febre prolongada sem causa aparente, dores de cabeça persistentes, especialmente pela manhã, acompanhadas de vômitos, inchaço ou dor nos ossos e articulações, emagrecimento sem motivo e dores abdominais ou presença de uma massa ou mesmo aumento do volume do abdômen.